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Pequenos acionistas queriam OPA em vez da fusão Zon/Optimus

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A Sonaecom e a empresária Isabel dos Santos anunciaram na passada sexta-feira terem alcançado um acordo no sentido de promover junto das administrações da Zon e da Optimus uma operação de fusão entre as duas empresas, por incorporação da Optimus na Zon.

Em entrevista ao Dinheiro Vivo, o presidente da ATM (Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais), Octávio Viana, comenta esta operação.

A concretizar-se, a fusão será positiva para o mercado acionista português? Porquê? E quais as consequências da operação?

Qualquer fusão ou OPA é sempre um processo de reestruturação que visa maximizar o retorno para os acionistas através do ganho de sinergias e eficiências, pelo que este tipo de movimentos é sempre positivo para os acionistas, economia e, eventualmente, até para o consumidor. A proposta em causa, embora ainda não conhecida na sua totalidade, e por isso seja extemporânea qualquer tomada de posição, parece ter presente todo o racional económico. Se da fusão resultar a saída de bolsa de uma das empresas ou das duas, obviamente que o mercado português torna-se ainda mais periférico e menos atrativo do que é, mas esse é o curso normal da reestruturação económica e da realidade da nossa economia e dimensão do nosso país.

A fusão é mais positiva para os acionistas da Zon ou para os acionistas da Sonaecom? Porquê? Ou os acionistas das duas cotadas ficaram a ganhar?

A fusão terá de beneficiar de igual modo os acionistas de ambas as empresas ou então não é uma transação justa entre partes interessadas e conhecedoras do negócio. No entanto, há a ideia de que a Sonaecom poderá ser prejudicada pois continuará a ter ativos menos interessantes e que dão prejuízo, ao mesmo tempo que perde o ativo que responder por 90% do seu EBITDA, mas isso é uma falácia, pois essa já era a sua configuração antes anúncio e continuará a ser depois, embora com eventuais ganhos de sinergias. Teoricamente não haverá perda para a Sonaecom, mas sim ganho de sinergias e eficiência. Apenas haverá perda se a troca não for justa e não compensar os acionistas da Sonaecom por aquilo que estão a ceder, algo que para já é extemporâneo. Relembro que mais vale ter 50% de um bom negócio que 100% de um mau negócio.

in Dinheiro Vivo

Por Tiago Figueiredo Silva


Last Updated on Wednesday, 19 December 2012 15:16  

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