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[Caso BES] Petição enviada para a Presidente da Assembleia da República

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A ATM enviou a petição através de formulário electrónico no sítio da Internet da Assembleia da República dirigida à Senhora Presidente da Assembleia da República nos termos seguintes:

Ex.ma Senhora Presidente da Assembleia da República,

A ATM - Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais, associação privada sem fins lucrativos, de natureza independente e representativa dos analistas financeiros e pequenos investidores, considera estar legitimada para endereçar a V. Ex.a a presente petição; direito constitucional que lhe assiste nos termos do art.º 52.º n.º 1 da Constituição da Republica Portuguesa (CRP).

A referida petição visa a defesa dos pequenos accionistas e detentores de dívida subordinada do Banco Espírito Santo (BES) e também os direitos difusos que ultrapassam a própria esfera dos peticionários e dos ditos accionistas e detentores de divida, uma vez que se pretende igualmente acautelar o interesse público no correcto e eficiente funcionamento do mercado de valores mobiliários.

Interesse público esse, que se traduz na defesa dos participantes que representam a procura e a oferta dos valores mobiliários e consequentemente  da segurança e confiança essenciais ao regular funcionamento do mercado(cf. art.º 81.º, al. f), da CRP), bem como a igualdade formal entre investidores e outros participantes enquanto consumidores de produtos e serviços financeiros (art.º 81.º, al. i), da CRP) e a criação das condições necessárias que permitam "garantir a formação, a captação e a segurança das poupanças, bem como a aplicação dos meios financeiros necessários ao desenvolvimento económico e social” (cf.  art.º 101º da CRP).

A petição conta actualmente com 4.133 subscritores, o que desde logo torna obrigatória a sua publicação no Diário da Assembleia, audiência dos peticionários perante a comissão parlamentar durante o exame e instrução (cf. art.º 21.º, n.º1  da Lei 43/90, de 10 de Agosto) e que seja apreciada em Plenário da Assembleia (cf. art.º 24.º, n.º 1, al. a)).

Esta postura da ATM assenta no facto de no caso do Banco Espírito Santo -  por ocasião do ultimo aumento de capital desta intuição de credito e que teve lugar no final do 1º semestre de 2014 - as autoridades publicas de supervisão e tutela do mercado de capitais, terem aceite e aprovado um aumento de capital ao valor de 65 cêntimos por acção, sendo de sublinhar que as suas contas tinham sido auditadas e certificadas pelo sistema de tutela e controlo financeiro das sociedades cotadas, pelo que tais contas (Certificação Legal de Contas) são dotadas de fé pública (cf. art.º 44º, n.º 7 do Estatuto da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas). 

Adicionalmente, foram várias as palavras dos diversos actores políticos e de governação, nomeadamente do Senhor Governador do Banco de Portugal (BdP), que de forma reiterada e incansável promoveram a confiança no BES, garantindo a sua solvabilidade e o interesse de privados em entrarem no seu capital, o que conduziu a que os accionistas e detentores de dívida do referido banco formassem um forte juízo de segurança económico-jurídica fundamentado em tais palavras adquirindo acções/dívida do BES ou mantendo as que detinham. 

Sublinhe-se que as informações prestadas por entidades públicas, tais como é o BdP, gozam de uma presunção de veracidade forte, pelo que, mesmo não sendo vinculativas, produzem necessariamente efeitos jurídicos, criando legitimas e serias expectativas juridicamente e eticamente protegidas. 

No final, tais informações prestadas ao mercado, não tiveram qualquer aderência à realidade tendo como consequência um lastro de destruição de pequenas poupanças, famílias e até empresas que terão de fechar destruindo postos de trabalho. 

Estes pequenos accionistas/detentores de dívida viram brutal e inesperadamente frustradas as expectativas criadas pelos referidos actores políticos e de governação, quando escassos dois meses depois, os mesmo actores declaram o banco BES insolvente, com perda de licença bancária, seccionando e segregando patrimónios, e anunciando um banco novo bom, dele extraindo património e activos e passivos considerados tóxicos, com extinção da marca BES e assistindo-se ao seu desmembramento em situações más, de lixo, e as salvaguardadas num novo banco, o banco bom, mas tudo sem contornos definidos nem inventariação feita ou fundamentada.

Esta grave negligência do Estado,dos seus órgãos de administração pública especializados e respectivos titulares responsáveis há que constitucionalmente (cf. art.º 22º e art.º 271 da CRP) responsabiliza-los por terem sido agentes responsáveis por gravíssimos prejuízos para os pequenos accionistas/detentores de dívida e para o mercado em geral. O que faz incorrer essa situação na previsão legal e constitucional integradora do dever do Estado, e demais entidades públicas, de indemnizar justa e cabalmente os prejuízos sofridos pelos pequenos accionistas/detentores de dívida do BES, de acordo com o disposto da Lei nº 67/2007, em especial nos seus articulados 9.º e 10.º, ao abrigo do principio constitucional, da responsabilidade extracontratual pelo exercício da função administrativa como responsabilidade pública, previsto no art.º 22º da CRP.

É de salientar que a ATM rejeita qualquer acto de paternalismo que resultaria da assumpção de riscos tomados pelos pequenos investidores/aforradores desde que as circunstâncias basilares atinentes à tomada de decisão de investir e que foram essenciais para a assumpção de determinado risco, não fossem assentes em erro promovido (e ou pelo menos não impedido)  por parte dos já aludidos autores políticos e de governação.

Seria pacifico e sem qualquer tipo de contestação, os accionistas e detentores de dívida subordinada responderem com o seu capital pelo risco que aceitaram tomar quando investiram no BES (incluindo o risco de fraude), risco que o Estado não tem qualquer dever de substituir. 

No entanto, quando os elementos essenciais ao juízo fundamentado sobre a segurança jurídico-económica que o investimento proporcionava e consequentemente à formação da vontade de investir, os quais, conhecidos pelos referidos actores políticos e de governação, não corresponderem à realidade e tornam que o investimento fosse feito em contrário dos princípios da boa-fé e longe dos riscos próprios desse tipo de investimento.

Trata-se por tanto de restabelecer a confiança no mercado, nos seus participantes e, inclusivamente, no próprio BdP; necessidade que é reconhecida, por exemplo, no fundamento da existência do Sistema de Indemnização dos Investidores:

A criação do SII que decorre da transposição da Directiva 97/9/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 3 de Março (logo uma orientação europeia) tem como principais objectivos a manutenção da confiança no sistema financeiro e a protecção dos investidores comuns, com exclusão, portanto, entre outros, dos investidores profissionais e qualificados.

Será fastidioso explicar que no caso em apreço, apesar da fraude não ser do intermediário financeiro, visa também a manutenção da confiança do sistema financeiro e a protecção dos investidores comuns devido a tudo que acima foi descrito. Ou seja, é claro que a forma de olhar para esta questão tem de  ir mais fundo do que a mera "matemática" do investidor que tomou risco e agora paga por ele, mesmo quando esse risco seria um risco que não devia existir. Para entender isso, é preciso compreender seriamente que nenhum sistema financeiro funciona sem essa confiança e essa protecção e que portanto a factura a pagar pelo sistema financeiro e consequentemente da própria economia será mais alta do que o custo de acautelar os interesses dos lesados.

Por fim, há que sublinhar que o custo para o mercado e para a economia é bem maior do que apenas a confiança, pois há custos directos e indirectos que resultam da falência de famílias e pequenas empresas que tinham as suas poupanças em acções e/ou divida subordinada e que agora se vêm impedidos de honrar os seus compromissos. 

Para que V. Exa. tenha ideia de uma pequena parte das consequências de tudo que acima foi dito, permito-me juntar os comentários que a acompanharam a petição e que são reveladores do drama que algumas empresas e famílias estão a passar.

Certo da melhor atenção de V. Exa. ao que aqui é trazido, subscrevemo-nos com elevada consideração e estima.

Com os cordiais cumprimentos,

Octávio Viana


Pequena amostra de algumas das queixas dos lesados que assinaram a petição (comentários extraídos apenas dos últimos 400 peticionários):

Perdi 8360€ tudo o que tinha comfiança nas palavras do administrador do bes novo e antigo governador do banco de Portugal e ministra das finanças cambada de gatunos Roubaram todo o dinheiro que eu tinha 16000mil acçoes

Como pequeno acionista e aconselhado a comprar ações considero-me lesado por não me ter sido dada informação correta sobre o risco.

É claro que não é de agora que as autoridades monetárias conheciam a situação do GES e do BES, pois houve entidades que tiveram informação previligiada, tendo vendido atempadamente as suas acções: Golden Sachs e outros. Conclusão, foi um esbulho autorizado, tendo em conta o tempo decorrido entre o último aumento de capital e a capitulação do Banco.

Desilusão total com responsáveis de uma instituição que deveria ser de confiança.

Sou Acionista e Obrigacionista de dívida subordinada - Bes Perpetuas, tendo em finais de 2010, sido contactada telefonicamente pelo gerente do Balcão de Grândola para subscrever um investimento espetacular cujo prazo estava a terminar. Acreditei e subscrevi 25000€ (vinte cinco mil euros).

o meu caso é simples olhei para o mercado de capitais e vinha analisando a acção do bes ; estava com sérias duvidas de investir, mas comecei a interessar-me, tomei a decisão quando surgiram as noticias do banco de Portugal a assegurar que o banco era sólido e com almofadas de capital, ouvi também a nova direcção que entretanto entrou a afirmar o mesmo e então em mal fadada hora decidi entrar, e depois toda a gente está a conhecer o desfecho, adquiri acções a titulo particular no valor de 3000€ a 0.98€ e 0.49€ pelo barclays e banif e adquiri também para a empresa mais 2600€ a 0.89€ pelo banif. Acabei por ser enganado pela administração do bes e pelos reguladores do banco de portugal, que nunca pensei que me fossem encaminhar para esta tremenda armadilha. Talvez para muita gente estes valores sejam baixos mas infelizmente eu para conseguir ter estas poupanças de parte demoro alguns anos; estava preparado para os riscos de desvalorização mas para este assalto não.

Fui adquirindo ações do BES ao longo do ano de 2014, dado este banco gozar do estatuto de maior banco privado português e o único a não necessitar de recorrer aos dinheiros estatais. O Banco de Portugal sempre veio a publico "deitar agua na fervura" e informar que o BES dispunha de uma almofada financeira que chegava e sobrava para o pior dos cenários, assim, fui esperando por dias melhores para vender, e agora? Quem se responsabiliza pelas informações de credibilidade e confiança que nos foram passadas quase diariamente? Deveríamos em ultima instancia ter direito ao mesmo numero de ações no agora Novo Banco para aspirarmos um dia a reaver o capital de que fomos espoliados.

Todas as acções que possuo foram adquiridas no último aumento de capital, promovido pela então administração do BES, com a anuência das entidades reguladoras. Dez dias depois foram divulgados os problemas. É inacreditável ! ! Quem promoveu o aumento de capital tem que forçosamente ter responsabilidade criminal e quem o autorizou responsabilidade civil por manifesta violação do dever de diligência. A solução encontrada, não fazendo qualquer distinção entre pequenos e grandes acionistas, corresponde ao habitual desprezo por quem tem alguma ou pouca coisa, depois da complacência e temor reverencial por quem tem muito, terem determinado um aumento de capital que burlou quem nele participou, com as suas pequenas poupanças.

sou uma pequena acionista que adquiriu 11.000 acoes apos o aumento de capital e tendo por base as declaracoes do supervisor (banco de Portugal) que alegadamente teria criado um anel de seguranca face ao GES, declaracoes da Ministra das Financas, do Presidente da Republica e do chefe do Governo que nao se escusaram a largos comentarios de que o banco era solido, estav suficientemente defendido face ao credito concedido ao GES. Tambem se salienta que as declaracoes do Governador quanto a existencia de acionistas de referencia interessados na capitalizacao do Banco levaram-me a manter as acoes na expetativa de um aumento de capital.

Fui mais um dos Portugueses que acreditaram nas AFIRMAÇOES proferidas por vários governantes e comprei acçoes no aumento de capital do BES .

Andamos a alimentar burros a pão de ló.

Simplesmente me sinto roubado. Espero que se faça justiça.

Sou acionista do BES, fui ao aumento de capital e sinto-me roubado. Ao analisar o prospeto do aumento de capital vejo que a maioria dos texto era totalmente enganadora ao cidadão comum, Vejamos entre outros frases o que dizia o prospeto. "Após a operação do aumento de capital (e assumindo a subscrição das novas ações na totalidade) o BES estará entre os bancos Ibéricos MAIS CAPITALIZADOS em termos de rácio de solvabilidade(Fonte BES) o que lhe permiirá enfrentar desafios futuros de forma independente e sem se desviar da sua estratégia. Muito mais haveria para dizer

sou gerente de empresa que detém acções do BES

Julgo ser da maior justiça a indeminização dos pequenos investidores que foram enganados pelo supervisor no caso Banco de Portugal e também pela inoperância do regulador dos mercados a CMVM

Sou pequeno accionista e sinto-me ludibriado pelas autoridades pois induziram um falso sentimento de segurança, bem como não impediram atempadamente as transacções que provocaram o colapso de valor das acções. Sou também a favor da compra ou venda imediata de acções, o processo deveria durar um dia pelo menos, assim evitava-se a especulação que vemos por aí.... é imoral

Sinto-me lesado e enganado pelo BP e Governo português, pois diziam que o BES estava sólido e os seus depositantes podiam estar descansados. A Administração do BES tem que devolver o investimento aos accionistas.

Sinto-me lesada pelas informações prestadas pelo Banco de Portugal.

Sinto-me lesada e enganada pela informação prestada pelo BP, quando dizia que o BES era sólido e aprovou o aumento de capital no último mês de Junho, levando milhares de pequenos investidos a ir ao aumento de capital.

Nunca comprei nem vivi a custa de accoes (Mas nao condeno quem o faca... e uma actividade como as outras com impostos e regulamentos). Mas no meio disto tudo fiquei com algumas accoes que me foram impingidas pelo banco aquando de uma poupanca que subscrevi e que o banco a certa altura nao compriu com as suas obrigacoes e trocou o valor depositado por accoes do BES.

sou acionista do bes, porque so tenho participação no bes ruim, foi feito e dito muitas trapalhadas pelo governo que não veio cá para fora, como deixaram dois dia um banco a deriva nas mãos do mercado. porque não foram suspensas as ações no dia do comunicado feito do balanço do banco. proque o BCE e o banco da China vao receber as obrigações e os outros.

sou acionista do bes, se tem ativos bons porque os acionista ficam so com lixo, fui ao aumento de capital com o aval do BdP e do governo diziam que era uma instituiçao solida. Porque os BCE e o Banco da China vao receber as obrigações a principio era também no banco mau. Muita politica que esqueceram de ver o lado jurídico sou acionista do bens ativos bons e ruin.

Não terão sido além do BdB,, o próprio 1.º Ministro, a Minisytra das Dinanças e o Presidente da Republica a contribuir para esta burla, quando asseguravam que "estava tudo bem e que havia uma almofada proveniente do aumento de capital"?

com apenas a quarta classe como habilitações, fui aconselhado pelo gestor de conta para aplicar as minhas poupanças em acções do Bes como forma de tirar alguma rentabilidade das minhas poupanças,mais uma vez fui aconselhado a ir ao aumento de capital para atenuar as perdas que vinha acomulande .afinal perdi o que poupei ao longo de 30 anos

Sou pequeno acionista que perdi nas negociações 4800 euros mas referente a isso estou conformado pois é o risco inerente a este investimento no decorrer deste processo e apos o senhor governador vir a publico garantir que estava tudo bem , bem como os governantes que temos tornei a entrar e desta feita no dia e sem nin guem imaginar comprei a 0.12 e ai sim sinto-me roubado pois apos essa garantia nunca pensei que passado 15 min apos a compra as mesmas fossem suspensas e que seria roubado desta forma a maior admiração é que todos os ricos venderam e safaram o seu dinheiro pois souberam o que se iria passar obrigado

Venho por este meio, como accionista do BES, demonstrar a minha indignação pela actual realidade que me é completamente alheia, e ao mesmo tempo pedir esclarecimentos em relação aos mais de 30.000€ investidos em acções deste mesmo banco. Em relação à minha indignação, muito teria a desabafar pois a falta de vergonha dos líderes de importantes instituições neste país continua a reinar e a espelhar o tipo de carácter/formação neles incutida, mas como a minha opinião será apenas mais uma e, provavelmente inconsequente, resta-me dizer em relação a esse assunto que a vergonha deste país é retratada através de figuras que se movem sem escrúpulos em busca unicamente do seu próprio proveito e à custa de terceiros! UMA VERGONHA!!!  Em relação à minha realidade, EXIJO URGENTEMENTE que me esclareçam como vai ficar a minha situação, uma vez que a informação que tenho é de que a parte accionista irá ficar associada à parte "má" do banco, ou seja,  o retorno e recuperação do valor das acções será uma meta quase impossível de atingir e no meu caso 32.440€ é demasiado dinheiro para se deixar nas mãos de outros! 

FUI ROUBADO NO AUMENTO DE CAPITAL POR CULPA DAS AUTORIDADES IN(COMPETENTES). QUERO O MEU DINHEIRO DE VOLTA!

Detenho 62.000 açoes - sendo - 45.000 na CGD e 17.000 no BCP - não me conforme com roubo prisão assaltantes.

Comprei ao balcão da minha agencia, Chiado,15000 Eu. De ações aquando do ultimo aumento de capitall

Além de já deter ações foi à subscrição de capital com 5250 ações correspondentes aos direitos. O mais grave de tudo isto é que baseado nas declarações do regulador , do governo e da PR não procedi à sua venda. Era um instituição sólida....

O estado está sempre presente quando temos de pagar impostos, mas quando devia assumir o papel de regulador e supervisor faz exactamente o contrário. Engana quem não tem acesso a informação real (pequenos accionistas) e faz declarações enganosas levando os mais pequenos a assumir riscos que não assumirão sem essas declarações...Nos EUA já tinham rolado cabeças, penso até que estes casos não seriam possíveis de acontecer.

À cerca de mês e meio fui ao aumento de capital do BES, aumento de capital supervisionado pelo Banco de Portugal e CMVM. Hoje tenho zero euros do dinheiro investido. Eu era um pequeno investidor e confiei nas entidades reguladoras, como deve ser. Pretendo assim ser ressarcido do meu dinheiro, uma vez que fui enganado e quem me induziu em erro foram as entidades que supervisionam, que deram o aval ao aumento de capital, que era uma farsa. Eu, como pequeno investidor não tinha meios para saber que era uma farsa e naturalmente confiei nas entidades reguladoras.

Acreditei num banco com 150 anos, acreditei no Sr.Presidente da República, Sr.Primeiro Ministro, Srª.Ministra das Finanças, Sr.Governador do Banco de Portugal, investi o que tinha para dar ao meu filho, "roubaram-me"tudo.Quem poderá confiar nas instituições ou mesmo no país? O Sr.Salgado comprou a liberdade por 3M€, nada lha deveria ter dado, desgraçou muitos portugueses. Tudo vai passar mas a credibilidade de Portugal está, neste momento, em causa.

Investi no ultimo aumento de capital do BES, poie acreditei nas palavra de alguns Srs que diziam que o Banco estava forte e se recomendava. Sei perfeitamente que quando se investe na bolsa é um risco e tenho essa consciência, mas perder assim o dinheiro desta forma não é justo. Porque não foram os accionistas, que não tivemos nada a ver com isto para o Banco Novo? Era o mínimo de honestidade. Cump Francisco Ferreira

Comprei 4000unidades a 28 de Julho confiando no que me disse um gestor de conta do bes. Segundo ele as notícias do governador do banco de Portugal eram para as pessoas estarem tranquilas. Ele meteram ao bolso o dinheiro que as pessoas investiram e agora fugiram todos à responsabilidade. Foi a primeira e última vez que investi na bolsa portuguesa, e espero que muitos mais o façam.

Parece-me importante lembrar que: 1 O Estado designou uma Administração de idoneidade reconhecida para assumir o comando do BES, mudando o panorama e garantindo confiança aos investidores; 2. O Banco de Portugal assegurou, até ao fim, que as reservas do BES cobriam a sua viabilidade; 3. A Administração designada pelo Estado abandona os accionistas que nela confiaram e passa para o Banco Bom, sem ter demonstrado qualquer capacidade de gestão. É o prémio por ter traído quem nela confiou; 4. Os accionistas são escolhidos para ficar com o Banco Mau. Mas o Banco Bom é, também, património dos accionistas. Que dele foram usurpados.

Com tantos ladrões, é impossível viver decentemente neste país. Para a frente com a petição. Obrigada.

tenho 50.000 acções do BES que agora não valem nada!!! Estive até esta altura no estrangeiro e fui apanhado de surpresa após as varias declarações publicas dos responsáveis do Bando de Portugal, CMVM e Governo Português sobre a solvabilidade e capacidade do BES de cobrir as imparidades causadas pelo GES, garantindo que o banco era solido e tinha capacidade para honrar os seus compromissos. Esta pouca vergonha de expropriar os pequenos investidores e accionistas das suas poupanças de uma vida é acto criminoso realizado por um estado dito democrático e desenvolvido, representado por pessoas e instituições que não cumprem as suas funções e obrigações e ainda assim se desresponsabilizam pelos seus actos e declarações que levam a graves prejuizos para quem representam. O Estado Português, a actuar desta forma, será da mesma forma que os administradores do BES, responsável pelos actos criminosos de fraude e roubo de terceiros.

Sou detentor de 20000 ações cujo custo de aquisição ronda um investimento de 14000 euros.As preferidas ações foram compradas Após o último aumento de capital sempre no pressuposto de que o bes era um Banco sólido conforme referido reiteradamente pelas autoridades reguladoras nomeadamente o governador do Banco de Portugal e pela CMVM.

Sinto-me profundamente enganado pela falsa informação dada sobre a real situação do Banco .

Na qualidade de pequeníssimo acionista mas consciente dos riscos inerentes só não vendi os direitos correspondentes ás 2.000 acções detidas no aumento de capital porque as entidades que regulam e supervisionam deram indicações confiantes para a participação na compra das ações BES.Porque me sinto traído a cair no buraco e revoltado nas declarações assino esta petição para que possa contribuir na m/cota parte que haja justiça a quantos investiram pequenas poupanças e que agora foram subtraidas e desviadas com outros fins.

No que toca à ultima ampliação de capital, a mesma foi aprovada por pessoas que têm competencias suficientes para saber e assumir o que se passou. sendo essas pessoas funcionarias do Estado, este, deverá responder por isso, pois é responsável pela gestão e governo deste País.

sinto me roubado entrei no aumento de capital de há dois anos,neste não.assistindo ao desenrolar dos acontecimentos nestes dois meses eu possuía pouca quantidade,depois do 15 de julho e de ouvir as palavras das entidades competentes tais como o governador do banco de Portugal que transmitiu ao pais segurança e tranquilidade em relação ao banco,tem provisões suficientes diz ele,e também o primeiro ministro e a das finanças,grandes aldrabões,eu na minha boa fe investi,possuo 10000mil títulos.obrigado pela atencao

Comprei as minhas ações entre Junho e Julho de 2014 e só o fiz porque penseitratar-se de um investimento sem risco ou risco diminuto e nunca me passou pela cabeça que estes Srs Do governo, do Bdp e o PR depois de tudo o que ja se passou, continuassem a não fazer o trabalho para o que foram eleitos e a pactuar com estes artistas que brincam com as nossas vidas. Penso que o Valor da indemnização deveria ser igual ao investimento do pequeno acionista, Pois estes Srs. sabiam como estava a situação do BES e continuaram propositadamente a mentir e a iludir os trabalhadores para que estes de forma inocente e a fazer Fé no que estes srs diziam adquirissem ações. Creio que se trata de uma situação de honra a restituição do valor investido pelos Pequenos acionistas na medida em que foram enganados pelos entidades que os deviam proteger dos malfeitores. Obrigado

fui convidado a ser accionista para ajudar o bes a não pedir dinheiro da troika para a sua recapitalização , pois antes nunca joguei na bolsa pois os tubarões comem os carapaus miudos que somos nós um país de anões.

Adquiri 40000 acções 1/2 hora antes de as retirarem da bolsa . Tendo noção de que existem riscos,sinto-me defraudada,uma coisa é perder, outra coisa é ficar sem nada. Esta situação reflete bem a inercia das entidades em detrimento dos nossos interesses em prol dos poderosos que fazem o que querem e que lhes apetece e saem sempre ilesos. E porque não confiscam todos os bens desses ditos cujos e ficassem sem sem nada, seria justo. Vivemos aonde na Republica das bananas?

Que ressarçam os ex accionistas pelo menos em generos: descida do spread credito habitação, não terem despesas de manutenção de conta, devolverem custos de aquisição da compra acção etc...

Confiei no BES, confiei no Governador do Banco de Portugal que deu indicações sobre a fiabilidade do BES e perdi as minhas poupanças.

Nunca pretendi ser accionista, o BES praticamente "obrigou-me" a isso, ao propor há uns anos atrás transformar obrigações, que se tinham desvalorizado, em acções pelo mesmo valor investido originalmente. Depois vieram dois aumentos de capital, nomeadamente o último de Junho passado, em que os gestores fizeram toda a pressão para subscrever.

Fui contactado diretamente pelo BES, e adquiri ações no ultimo aumento de capital por me ter sido dado informação robusta acerca da situação do Banco

Quando se adquire ações, estas que são partes da empresa, adquire-se as partes boas e com valor da empresa (virtudes) e as partes más e sem valor desta (defeitos). Não concordo em termos apenas ficado com os defeitos (banco mau) e não nos terem mantido na parte boa (banco bom). Também não concordo com a forma descartável de responsabilidades do governador do banco de Portugal e CMVM, pois não confiava, mas confiou temporariamente na gestão que saiu, sabia de rumores que algo estava mal, mas deixou que os acionistas ainda á poucos meses, tenham injetado dinheiro no banco e que agora nada tenham (dinheiro, direitos e ações). Pergunto, se eles se dizem enganados e tinham poder para o evitar, como é que nós, pequenos acionistas e sem poder, nos sentimos agora sem nada ?

Fiquei sem 8 mil euros e sinto-me enganado pelo BES, BdP e CMVM, gostaria de ver justiça feita e poder reaver o meu dinheiro.

Sou um emigrante que confiou nas noticias do Estado Portugues, deveras senao fosse isso teria vendido as accoes.

Julgo ser vergonhosa a forma e o conteúdo da informação passada para o mercado por parte do regulador (BdP), principalmente nos últimos dias que antecederam a decisão final. JUSTICA!!!

Acreditei no Governador do Banco de Portugal,a ministra das Finanças,e Primeiro Ministro que o BES,era sólido e não tinha nada haver com o GES.

As acções estavam no nome do meu marido na CGD , sendo patrimônio do casal.

Fui vítima de uma burla com o aval do Banco de Portugal e da CMVM. Ainda querem que invista na economia portuguesa... como, se até uma empresa considerada sólida pelo supervisor afinal está falida há pelo menos um ano?

omprei 2000 ações do BES a 45 centimos para 3 dias depois valerem zero euros. Acreditei nos nossos responsáveis políticos, CMVM e Banco de Portugal e o resultado foi este, será que a aplicação em produtos financeiros que nos querem impingir passou a ser um totoloto? Indignado reclamo ser ressarcido deste prejuízo Quando temos mais valias sabem vir cobrar 28% !


Sou accionista, por confiar nas palavras do Adm. do Banco de Portugal, da Sra.Ministra das Finanças e do Sr. 1.º Ministro.

as instituicoes que nos deviam proteger, forem negligentes na supervisao e depois entregam-nos ao banco mau. Uma perfeita vergonha

Assino porque é a maneira jurídica de reclamar a indemnização a que como pequeno accionista considero ter direito. Não é a mais correcta para resolver este assunto, mas é a possível neste país. Os argumentos sobre o risco associado a quem investe neste tipo de instrumentos assentam em pressupostos correctos. Neste sentido, o Estado não tem obrigação de indemnizar os accionistas. Também o BP tem responsabilidade directa no caso (no mínimo, de incompetência grosseira), mas não total. Mas o risco de mercado associado a um investimento bolsista NÃO pressupõe o risco de crime ou burla pela banca ou banqueiros. Eticamente, não deveria ser o Estado a indemnizar os accionistas, e sim os Culpados pela situação. E pagam como? Pagam expropriando-se liminarmente o seu património conhecido, esteja este em nome de quem estiver e onde estiver. Esse património É conhecido. Nem tudo o que é ético é legal; nem tudo o que é legal é ético. Infelizmente, a lei está acima da ética nas sociedades modernas; portanto é juridicamente que temos que fazer valer os nossos direitos. Que os culpados não sejam expropriados de TODO o seu património, para pagar as indemnizações, é um escândalo. "À Portu

roubaram-me as acções que comprei depois das palavras de confiança do Presidente da República e do Governador do Banco de Portugal.

O BdP enganou os pequenos accionistas ao permitir o aumento de capital.a culpa e do BdP. Devolvam o dinheiro do aumento de captal aos accionistas

Presidente da República, Primeiro Ministro, Ministra das Finanças e Governador do Banco de Portugal afirmaram ser o BES sustentável e pedindo para não confundir com o GES, semanas antes da saída forçada do BES da Bolsa de Valores de Lisboa. Afinal... Ou estavam mal informados ou mentiram. Não há outra hipótese. E podiam sempre ter permanecido em silêncio, se não tinham a certeza absoluta de conhecerem a fundo a situação..

Apesar de saber que as ações são arriscadas comprei ações do BES pois confiei nas declarações do Governador do Banco de Portugal e de outros governantes nacionais ao dizerem, na comunicação social, que a situação no BES estava controlada e não havia motivos de preocupação. Espero que agora exista o bom senso de indeminizar quem foi enganado e expropriado por essas declarações e confiou demais num sistema de mercado de capitais regulado e supervisionado.

O BdP enganou os pequenos accionistas ao permitir o aumento de capital.a culpa e do BdP.

Adquiri 20.000 acções cerca de 3 dias antes da "bomba" rebentar, porque confiei nas palavras do dito Governador do Banco de Portugal e do presidente da CMVM, de que tudo estaria "bem"!

Last Updated on Friday, 15 August 2014 19:10  

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